segunda-feira, 18 de maio de 2015

"Depois de oito sessões de fisioterapia e com muita dedicação, estou curada!"

Olá meninas!!!

Esse depoimento é uma continuação...

A Paciente já tinha me enviado um depoimento após a 3a sessão de fisioterapia , quando conseguiu ter sua primeira relação sexual com penetração. 
 (clique aqui e confira o primeiro depoimento)

Hoje volto para postar o depoimento final, após 8 sessões de fisioterapia. Ela fez 8 sessões de fisioterapia em um período de 5 meses... Pois 2 vezes precisamos interromper, devido a outras questões de saúde, que não eram associadas ao vaginismo.

Confiram o depoimento... Inspirem-se!

 


“Então, quem se lembra da vagínica que conseguiu ter relação com penetração normalmente depois de apenas três sessões de fisioterapia pélvica com dra. Fernanda? Agora volto pra dizer, que depois de oito sessões e exercícios com muita dedicação, estou curada. Minha vitória veio no dia 28 de abril. Foram cinco meses de tratamento.
Quem também se lembra de eu ter sido respeitada pelo então namorado? Pois é. Ele terminou comigo, e disse que eu não o satisfazia sexualmente. E segundo o carinha, isso é respeito. Claro que foi mais uma porrada pra mim, depois de todos os traumas e decepções que tive.
A dor do vaginismo vai muito além da questão de não conseguir penetração no sexo. Eu sei o que é, eu sei o que uma mulher sente. Só nós, vagínicas, sabemos. A gente sente vergonha, não queremos falar sobre isso, achamos que somos culpadas. Me sentia mal, errada. Agora eu posso dizer, como uma vez disseram pra mim, me dá vontade de vomitar... quando eu lembro que isso tudo aconteceu e eu não pude fazer nada... porque eu não sabia, não tinha experiência, o que uma menina de 18 anos conhecendo o sexo tem de experiência? O que ela pode fazer?
Por que você acha que de repente eu não consigo ficar muito tempo com uma pessoa? Deve ter uma explicação, né? Quem sabe não deve ser tudo isso que eu vivi? Deve ter ali, a ferida. Eu nunca falei assim pra ninguém porque eu acho que as pessoas vão me olhar diferente, talvez não vão entender ou vão entender da maneira delas. Tanto é que no momento, pessoas - sem saberem o que tive - estão dizendo que “eu não bato bem da cabeça”. Apesar de não parecer, o sexo é muito valorizado pela sociedade atualmente. Se você não pratica, é vista como feia, estranha, encalhada. Talvez eu tivesse que passar por isso tudo pra hoje eu chegar e dizer: eu quero lutar por elas. É ter um sonho de um dia nenhuma mulher sofrer de vaginismo.
Através da minha profissão eu posso tentar divulgar o vaginismo. Chega desse negócio de homem humilhar mulher. Chega de ginecologista maltratar e traumatizar paciente. Por que a mídia só divulga a “pesquisa que as mulheres têm orgasmos mais intensos com homens engraçados e ricos” ou “a feira de sex shop que acontece na cidade”? Um distúrbio sexual e psicológico que faz tantas mulheres sofrerem caladas durantes anos não interessa pra ninguém? Como assim? Eu quero correr atrás pra mudar isso.
Agora, o que eu posso deixar de aprendizado é: não se abale quando um homem te humilhar, dizer que você é fresca, ou sei lá, são tantas coisas. Eu caí nessa. É claro que dói, mas não fique sofrendo sozinha, busque ajuda. Não deixe um ginecologista te obrigar a fazer uma coisa que você não quer. Ninguém pode fazer isso. Sabem como o meu médico agiu comigo? Me relaxou, fez os toques com muita tranquilidade, colocou o espéculo e perguntou: “Coloquei o espéculo, agora só falta abrir. POSSO?” Eu disse: “Não”. E ele: “Tá bom”. E tirou. Sem nenhum drama, nenhuma ignorância. Por que ser diferente disso? Não há motivo. Vaginismo tem 100 % de cura com fisioterapia pélvica.
“O mundo vai partir seu coração de muitas formas. Eu garanto. Mas penso no que todos fizeram por mim, e eu me sinto uma garota de muita sorte”, O lado bom da vida. Além do profissionalismo, dra. Fernanda é de uma delicadeza incrível, muito obrigada. Dr. André, já nem tenho mais o que dizer pra ele, pois já enchi tanto o saco, mas muito obrigada. Meninas do grupo de apoio no WhatsApp, vocês se tornaram minhas irmãs, muito obrigada”.


Parabéns querida! Toda felicidade do mundo pra você!!!

Abraço 
Dra Fernanda Pacheco

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Finalmente, eu consigo me sentir livre, feliz, mulher e NORMAL"


Boa tarde meninas

Ontem foi o dia de mais uma paciente muito querida conquistar a alta...

Depois de ter o feedback positivo quanto à relação sexual ... Fizemos o último teste: A simulação do exame ginecológico usando um espéculo (aparelho que o gineco utiliza para fazer o preventivo)... E tudo OK!!! Ela conseguiu passar pela simulação do exame sem grande incômodo!!!

Depois de 10 sessões de fisioterapia, muita conversa e muita dedicação com os exercícios ... Parabéns querida!!! Seja Feliz!!!

Espero que esse depoimento possa inspirar todas a meninas que passam por essa disfunção, chamada VAGINISMO.

Abraço
Dra Fernanda Pacheco

                                                 




"Desde bem nova, minha mãe sempre deixou bem claro a posição conservadora dela em relação a namoros e sexo. Talvez ela tenha sido assim porque a minha vó sempre teve uma cabeça muito fechada e a tenha criado assim. Além disso, sempre ouvi de conhecidas e amigas como a "primeira vez" era dolorosa. Acho que todas as informações que fui acumulando na minha cabeça ao longo dos anos de que a "primeira vez" era uma tortura contribuíram para que os meus pensamentos se tornassem realidade.

Depois de tanto anos escutando bobagens e coisas que as pessoas jamais deveriam dizer às outras, aos 17 anos finalmente aconteceu a minha primeira vez. Apesar de eu estar muito tranquila e não ter sido nada planejado,meu namorado teve que fazer bastante força para conseguir a penetração e obviamente doeu muito. Como eu pensava que doeria assim somente a primeira vez, eu aguentei a dor.

No entanto, depois de fazer a 2°, 3°, 4°, 5° e 6° vez, comecei a ficar muito frustrada, porque a dor continuava. E assim, a penetração virou um terror na minha vida. Na grande maioria das vezes, a gente só fazia as preliminares e quando tentava a penetração, eu acabava o sexo chorando de tristeza e frustração. Eu pensava que era a única no mundo que sofria desse problema, que eu era uma namorada e mulher horrível. Quem ia me querer desse jeito? Eu me sentia uma doente e anormal. E o pior de tudo é que só o meu namorado sabia disso. Eu não compartilhava esse segredo com ninguém da minha família ou amigos.

Finalmente, eu resolvi compartilhar com um médico o que eu sentia. Porque apesar de eu sentir muita dor no sexo, eu era capaz de me submeter a exames ginecológicos sentindo uma dor muito suportável e por isso, ninguém sabia do meu problema. Quando eu disse a ele o que eu sentia, comecei a chorar deitada na maca ginecológica. Primeiro, ele pensou que o meu namorado me batia. Depois ele fez um exame físico e disse "Sua vagina é realmente muito pequena. Sabe qual é a solução disso? Cada país em seu continente". Ou seja, como o meu continente era pequeno demais para o país do meu namorado, eu teria que sair por aí procurando alguém que tivesse um pênis menor. Saí da consulta ainda mais chateada e decidi que eu nunca mais queria fazer sexo ou exames de novo. Estava cansada disso.

Enfim, depois de 7 anos sofrendo com esse problema, aos 24 anos, eu encontrei o site da Dra. Fernanda na internet falando sobre o "vaginismo". Quando eu descobri que o vaginismo  tinha cura e que ela atendia em um lugar acessível, meu coração deu saltos de alegria. Finalmente, depois de tanto tempo, eu comecei a sentir esperança de novo. 

Durante as sessões, a Dra Fernanda sempre foi muito gentil e atenciosa. Ela me incentivou a fazer os exercícios todos os dias e comemorava a cada conquista. Uma coisa que foi muito importante para mim durante o tratamento foi que ela disse que eu não podia sentir dor em nenhum momento, apenas um leve incômodo. Como eu já estava traumatizada de sentir tanta dor, isso me deu muito mais segurança para conseguir progredir. 

Finalmente, depois da 5° sessão, eu e meu namorado tentamos novamente a penetração e eu NÃO SENTI DOR! Apesar de ainda sentir um leve incômodo e só ter tentado uma única posição, nós dois comemoramos muito, felizes da vida. Continuei fazendo os exercícios em casa e indo às sessões até que na 9° sessão, eu e meu namorado conseguimos fazer em várias posições diferentes, durante um tempão, com muita facilidade, sem dor e sem incômodo. 

Eu não tinha tanta certeza de que esse dia chegaria. Mas hoje, depois de 10 sessões, eu estou completamente CURADA DO VAGINISMO. Finalmente, eu consigo me sentir livre, feliz, mulher e NORMAL. 

Estou escrevendo este depoimento para contar a minha história para todas as meninas que sofrem desse problema. Não deixem o vaginismo para depois e jamais deixem que as pessoas digam coisas idiotas a vocês. Assim como eu e várias outras meninas que hoje estão curadas do vaginismo, vocês também conseguem! Não desistam nunca de vocês!


beijos a todas!"

quinta-feira, 23 de abril de 2015

"Antes de iniciar o tratamento com a fisioterapeuta, tentei TODOS os tipos de alternativa para “fugir” de uma fisioterapia"


Boa dia meninas!
Hoje trago um depoimento, de uma paciente muito querida que ainda está em tratamento, mas já com grande evolução... 

Essa paciente assim que soube do vaginismo, descobriu que uma das opções de tratamento era a fisioterapia. Porém ela se sentia bastante insegura e assustada de imaginar como seria o tratamento. Portanto ela tentou vários caminhos para fugir da necessidade da fisioterapia.

Vejam o depoimento lindo e emocionante :

 


"Apresento- me como terapeuta ayurvédica, terapeuta floral, reikiana, vagínica.

Enquanto terapeuta ayurvedica nem tudo sei, diante do grande volume de informações. Ainda sou aquela que estuda, que pesquisa, que se dedica, que questiona, que aprende.

Enquanto especialista em floral de Bach, de florais filhas de gaya, minas e flor de íris posso afirmar que sei um bocado.

Enquanto vagínica, sou doutora.

Ninguém além da portadora do vaginismo, do psicólogo especialista em sexualidade e vaginismo e do (a) fisioterapeuta especializada em tratamento urofisiológico e mais especificamente em vaginismo, compreende a complexidade desse distúrbio.

Antes de iniciar o tratamento com a fisioterapeuta, tentei TODOS os tipos de alternativa para “fugir” de uma fisioterapia em que teria que “enfiar”, perdoem- me o termo grosseiro, qualquer objeto num canal que nem cotonete, nem vento passava.
Como católica, minha formação primeira, fui à todas as missas do domingo, fui batizada, fiz primeira comunhão, fui crismada e casada com as bênçãos de um padre. Ah! E perdi as contas de quantas Romarias participei.
Como espírita, a minha primeira alternativa foi submeter- me ao tratamento de passes, cirurgia espiritual (não uma, mas muitas), desobsessão, anti- goécia, Evangelho no Lar semanalmente e tudo o mais que me foi proposto numa infinidade de centros kardecistas e de umbanda para tratar o que poderia ser um companheiro desencarnado a aborrecer- me e atrapalhar- me o caminho ou cura do períspirito ou cura do meu karma.
Dança do ventre, círculo de mulheres, Yoga, Biodanza, dança cigana, bambolê, hidroginástica, sagrado feminino foram as atividades escolhidas para ajudar a soltar meu corpo, a ser mais solta, a aceitar a minha natureza sexual, a soltar os músculos que teimavam em travar durante o ato, a ter consciência do meu corpo, a liberar a sexualidade.
Terapia de regressão com a maior autoridade em terapia regressiva no país, como forma de compreender porque trazia nessa existência esse distúrbio, a vivenciar a origem do trauma e entrando em contato com ele, desbloquear o trauma repressor.

Terapia do Fogo Sagrado e Thai Yoga Massagem, terapias xamânicas para o mesmo fim da terapia da regressão.
Terapia Reiki para desbloqueio dos chakras.
Acupuntura, shiatsu, drenagem linfática.
Constelação familiar, técnica psicoterapêutica alemã que permite localizar e remover bloqueios do fluxo amoroso de qualquer geração ou membro da família.
Cromoterapia.
Florais de Bach.
Florais Filhas de Gaya.
Florais australianos.
Florais de Minas.
Florais Flor de Íris.
Promessa para Santa Rita de Cássia.
Promessa para São Francisco de Assis.
Promessa para Cosme e Damião.
Muita conversa com Deus.
Muito choro em igreja e qualquer capela que entrasse.
Muito choro nos pés de Cristo.
Choro de soluçar e depois dormir de tanto chorar.
Todas as massagens ayurvédicas: Abhyanga, Shirodhara, Pinda Sweda, Terapia dos marmas, Pedras Quentes, Kati Basti, Hridaya Basti, Garshana, Udwartana. Todas essas massagens que ajudam no meu processo terapêutico. Dieta anti- ama a cada troca de estação, alimentação de acordo com meu dosha, uso de óleos e sigo religiosamente o meu dinacharya.
3 psicólogos que nada entendiam de vaginismo (um até sugeriu muito abertamente ao meu marido que trocasse de mulher, porque afinal, eu já estava sendo acompanhada por ele há seis meses e não tinha conseguido, era por culpa minha ora essa, eu era desinteressada na minha cura!).
1 psiquiatra que dopou- me com bup e olcadil e disse que isso me deixaria mais leve.
Uso de vinhos tintos, brancos, rosé; Tequila; Champanhe; Cachaça. Só whisky que não.
Minhas três casas, motel, os mais caros e bonitos hotéis de muitos lugares dentro do Brasil e fora dele.
Incensos, com clima, sem clima, apaixonada ou não, com os mais lindos homens, com o amor da minha vida.
O maior investimento financeiro da história.
Por que não massagem perineal?
Por que não pompoarismo?
Por que não contrair e abrir a vagina?
Por que não fazer a ruptura cirúrgica do hímen?
Colocar o dedo? Jamais.
O OB? De jeito nenhum.
Copinho coletor? Muito menos.
Porque tudo que se relacionasse a colocar sozinha ou com a ajuda do meu melhor amigo e parceiro na vida era desesperador.
Porque tudo que se relacionasse com sangue, furada e dor era mesmo desesperador.
Porque tudo está mesmo... na cabeça...
Parece fácil, o coração quer desesperadamente, o cérebro e a musculatura dizem: Não, não, não.
É muito mais complexo que podemos supor.
É controlar mente; Coração; Perna; Vagina; Prisões psicológicas impostas por nós mesmas e pela sociedade e pela família; Esquecer traumas; Superar o medo do futuro desconhecido, que envolve o medo de pegar doenças sexuais, de gravidez, de ginecologista... e tudo isso junto... é muito mais complexo que podemos supor.
Às vagínicas que conseguem comprar os kits dilatadores e fazem sozinhas em suas casas são verdadeiras heroínas e maduras (em minha opinião), já li muitos relatos, mas que só pioravam o meu estado e que faziam que eu me sentisse ainda mais anormal, mais covarde e mais frustrada.
Custei a entender que cada caso... um caso.
Todas as outras terapias alternativas foram essenciais na minha caminhada, para que eu conhecesse a mim mesma e adquirisse coragem para enfrentar mais tarde a fisioterapia uroginecológica.
Mas só a fisioterapia não resolveria o que estava na mente e no coração. Precisava tratar também o emocional com um sexólogo. E só o sexólogo não dava coragem suficiente para realizar os tais exercícios de: Colocar um dedo, depois o ob, depois...
A religião, a família, eu mesma, a primeira ginecologista sem nenhum tato, os responsáveis para a disfunção que trago desde que eu... nasci?
O vaginismo existe em mim desde que me entendo por gente. Não existe desde que conheci meu marido, existe desde muito antes, quando nem tinha começado a namorar, desde que era criança.
Compreender na terapia psicológica, como ser filha adotiva, como ser filha de uma mãe considerada prostituta (por ter sido mãe solteira), por ter sido levada ao ginecologista com 5 anos de idade ( por ter desenvolvido nessa idade pelos pubianos) e ter sido praticamente estuprada durante a ação do exame pela ginecologista e enfermeiros que seguravam- me, para que eu deixasse fazer o exame; Entender como a pressão familiar para que eu não namorasse cedo e não “me entregasse” antes do casamento, para que eu não engravidasse antes da hora; Compreender como ter estudado em rigorosos colégios de freiras toda a vida com sua educação moral de castidade bem imposta contribuíram para enraizar uma disfunção tão bem escondida, que nos faz sentir únicas, “ets” num mundo onde todo mundo parece viver no mítico universo de 50 tons de cinza, menos você.
Tratar todos os traumas: Religioso, moral, afetivo, sexual, familiar era pois, muito necessário.
E ainda mais necessário enfrentar e desmitificar o que parecia o maior monstro de sete cabeças chamado fisioterapia pélvica com profissional que passa pelo afeto, que entende de compaixão, de doçura, de psicologia amorosa, de fala mansa, de fala firme (para não ceder aos nossos medos de enfrentamento), que entende de como passar segurança e do quanto é importante honrar com a palavra do que promete, como a minha fisioterapeuta Fernanda Pacheco, especialista que conhece todos os sintomas fisiológicos e todos os tipos de dramas que se passam em nossa mente e em nossa vida e que entende muito em como proceder nessa fisioterapia, foi e ainda é fundamental para assegurar a minha cura.
Não existe milagre mesmo nessa área...
Lendo alguns blogs sobre vaginismo, achei um que  ensinava a fazer a massagem perineal com os dedos... “Geralmente a massagem é mais eficiente quando feita com o companheiro.” Diz no blog!
Parei aí. Achei por demais de equivocado, que só quem tem mesmo vaginismo entende. Só de ler nos revira o estômago e dá a famosa sensação de agonia.
Se fácil fosse para meu marido colocar vossos dedinhos, deixava- o enfiar seu pênis logo e não precisaria pagar nem o terapeuta, nem a fisioterapia.
Não há nada na literatura ayurvédica, não há nenhuma terapia alternativa que resolva tal problema. Posso garantir, que o que há na ayurveda e em todas as terapias alternativas é o auxílio eficiente para o relaxamento do corpo e da mente. Mas nada próximo o que a fisioterapia e a psicoterapia podem realizar juntos.
Perdoem a longa carta, é que não teria outro modo de explicar o meu ponto de vista, com toda complexidade que esse assunto exige.

Paz e Bem!"

Querida, em breve estarei postando aqui o seu depoimento de cura... Foi um presente enorme te conhecer! E fico muito feliz em ver a sua rápida evolução! Em breve você terá um bebezinho lindo para providenciar (rsrs).

Meninas entenderam o recado da paciente? A cura não vai cair do céu! É preciso encarar de frente o vaginismo e buscar pelo tratamento adequado o quanto antes.

Hoje ela está na fase final do tratamento, com pouco mais que 10 sessões de fisioterapia. Espero que esse depoimento possa emociona-las como me emocionou.

Beijo grande
Dra Fernanda 


sexta-feira, 20 de março de 2015

"Sei que ainda não estou 100%, mas sinto que estou cada vez mais próxima de lá"



Boa tarde meninas...

Ontem recebi um Whats app pouco depois das 22h com mais uma notícia maravilhosa!

Vejam só que emocionante:



Mais uma paciente muito querida , conquistou a sua primeira penetração na relação sexual com o esposo. Ainda precisamos fazer mais algumas (poucas) sessões para tornar mais confortável e fácil a penetração. Mas desde já , eu quis compartilhar com todas vocês a minha felicidade em poder ajudar esse casal com essa conquista que é tão importante para um casamento feliz e saudável.


Vejam só que lindo e-mail de agradecimento recebi hoje pela manhã: 


"Olá Dra. Fernanda, 

Escrevo, em primeiro lugar, para agradecer a paciência, a simpatia e o ânimo que você tem direcionado a mim durante esses últimos meses. 

Às vezes, sinto que sou a única, a mais difícil, a mais dispersa e seus atendimentos sempre me encheram não só de esperança, mas também de confiança.

Acreditei em você e na seriedade do seu trabalho logo que a vi!
Sei que ainda não estou 100%, mas sinto que estou cada vez mais próxima de lá.

Por isso: OBRIGADA!"


Querida parabéns!!! Eu que te agradeço o carinho! Vc é uma mulher muito especial e merece toda felicidade do mundo. Tenho certeza que em poucas semanas, estarei postando novamente aqui o seu depoimento após alta e cura do vaginismo.

beijos


Dra Fernanda Pacheco (CREFITO2:109096F)

obs: Imagem e texto divulgado com autorização da paciente.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

"O MEU DIA CHEGOU E JUNTO A ELE O SONHO DE UM DIA SER MÃE" - Vaginismo tem cura!


Olá meninasTrago hoje um presente pra vcs! Mais uma história de superação e sucesso com o tratamento fisioterápico.

Semanalmente lá na UROFISIO damos várias altas para pacientes que anteriormente tinham o diagnóstico de vaginismo, porém somente algumas nos enviam depoimentos. Acho uma contribuição importantíssima para ajudar outras garotas que passam pelo mesmo sofrimento. Porém algumas pacientes são tímidas e não desejam escrever e compartilhar a sua história. Temos que respeitar isso! Essa paciente do depoimento abaixo, foi uma das pacientes mais proativas que já conheci! Ela é fantástica! Levantou a bandeira do vaginismo e criou vários grupos de ajuda online, onde ela e outras garotas trocam incentivos para alcançar a cura. Um dia quem sabe, o livro que ela deseja tanto escrever estará disponível nas bancas e ajudando milhares de mulheres por todo o Brasil. Parabéns querida!!! Siga em frente, pois um caminho de felicidade te espera!!!


 

Segue o depoimento da paciente de 34 anos que com 12 sessões de fisioterapia e com ajuda de tratamento psicológico, conseguiu superar essa disfunção sexual que traz grande prejuízo para a qualidade de vida de qualquer mulher.



“ Tive minha primeira relação muito nova e uma profunda decepção quanto ao sexo. Eu já conhecia o meu corpo e já sentia orgasmo quando me masturbava, então achei que sentiria a mesma sensação com a penetração. Mas não foi bem assim... Senti uma dor enorme e carreguei esse medo por 20 anos. 

Passei a adolescência entre namoros de beijos e abraços, também com limites para carícias mais íntimas, era o que fazia para substituir o sexo, que eu tanto tinha medo.

Aos 22 anos, conheci um homem que era 20 anos mais velho. Na minha primeira vez (traumática) eu era muito nova então achei que com 22 anos e com um namorado mais velho e mais experiente talvez eu conseguisse. Na hora H, o medo e o desespero tomaram conta de mim que tive crise de choro e horror a tudo que ele tentava fazer ou até mesmo falar.
Depois de tantas tentativas sem sucesso, ele acabou me dizendo que eu deveria refletir e ver isso, pois não era normal! E que futuramente eu poderia virar lésbica!
Eu fiquei arrasada! Passei uns três anos sem namorar ninguém, sem dar e nem receber carinho algum. Na faculdade, me envolvi em dois relacionamentos sem sucesso... 
Quando achava que tudo estava perdido, conheci um rapaz ficamos amigos e depois de dois anos finalmente namoramos. Ao iniciar o namoro, como já o conhecia e confiava nele, falei do medo que tinha. Ele ouviu tudo e disse "vamos ver isso", a cada palavra de socorro ele dizia: "a gente vai resolver isso". Então, numa noite em que dormia na casa dele e no quarto dele, tivemos nossa primeira intimidade. E quando ele tentou penetrar, tive uma crise de choro! Ele me acalmou e disse: "Eu sei o que você tem...Você tem VAGINISMO!". Eu nunca tinha ouvido falar! Aí ele completou: "leia sobre o assunto na internet". Durante o relacionamento, procurávamos por especialistas no assunto e a única coisa que encontrávamos eram depoimentos de mulheres com vaginismo ou páginas de especialistas que apenas falavam do assunto, davam palestras e diziam que existia cura. Na época só de imaginar como seria o tratamento, sentia fobia... Então preferi acreditar que mesmo sem tratamento um dia naturalmente aconteceria com meu atual namorado.
Um dia me confidenciei com uma colega que era psicóloga, e ela me indicou tratamento psicológico. Fui com o meu namorado e fiz algumas sessões. Ela me passou exercícios, os quais não consegui ter nenhum desenvolvimento. Acredito que não consegui pq não dei sequencia ao tratamento.
Fiquei noiva e após três anos rompemos! Descobri no facebook dele mensagens para uma amiga que diziam: ”-Eu, casar! Tá doida!! Me casar com uma vagínica!!! Mulher cheia de traumas!!”.  Nossa... O meu mundo foi ao chão... Fiquei louca!
Conheci outro rapaz e depois de tantas tentativas frustradas, lembro dele deitado na cama com lágrima nos olhos dizendo que não dava mais para continuar! Fiquei com esta imagem na cabeça e assim que cheguei em casa, fui direto no facebook procurar alguma página que falasse do assunto e do seu tratamento, pois estava disposta a fazer. Achei duas VAGINISMUS NO BRASIL e GRUPO DE APOIO A MULHERES COM VAGINISMO.
Postei minha história nos grupos e o primeiro especialista a querer saber sobre meu caso foi um psicólogo do RIO de JANEIRO que tbm é sexólogo. Marquei uma consulta com ele e o mesmo foi me dizendo "Tem cura!". Fiz umas 4 sessões onde meu estado emocional estava muito bem, porém tratar da parte física ainda deixava a desejar. Então encontrei uma pessoa do grupo que estava em tratamento e já olhava a penetração sem receio nenhum. Nos adicionamos no face e a mesma me aconselhou a fazer tratamento com uma fisioterapeuta pélvica. Eu nem sabia o que era. E ela logo me deu nome de outra menina que havia de curado na 8° sessão com fisio. Eu, rapidamente a procurei no face e contei toda minha história, o medo que tinha de colocar até o dedo. Ela me deu o mesmo conselho e uma especialista de Minas Gerais falou da Dra Fernanda Pacheco aqui no Rio. Disse para procurá-la. Antes de ir, voltando na sessão com Dr. Augusto (psicólogo) o mesmo disse para então iniciar o tratamento da fisioterapia reforçando a indicação da Dra Fernanda.
Marquei avaliação com Dra. Fernanda e quando a ouvi falar do modo como ela trata do assunto segurei o meu choro, pois graças a Deus ouvi alguém falar do meu problema com total confiança, de que existe, não é frescura e que tem cura. 
Na semana seguinte dei início à minha primeira sessão com muito medo de não conseguir a tão sonhada penetração com dilatador. E para a minha felicidade consegui na primeira sessão!!! Não senti a dor que sempre vinha ao tentar ser penetrada. Apenas uma ardência mínima em um determinado momento e que passava logo em seguida. Fui fazendo os exercícios e passando por cada etapa do tratamento da fisioterapia, quando conheci um rapaz e fiz minha primeira tentativa. Um resultado bom pra quem tinha medo só de ser encostada. Só entrou a ponta e nada mais. Ficamos rindo e o mesmo que sabia de minha situação, pediu que parasse e continuasse com o tratamento, pois falava pouco para cura.

Passado semanas nada do rapaz voltar a querer me ver, conheci um outro rapaz que logo quis me namorar. Dei término ao anterior e iniciei namoro sério com o atual. Namoro vai, namoro vem e cada vez mais quente, contei do tratamento do vaginismo, enfim... Ele disse que estaríamos juntos e que me aceita do jeito que sou. Tivemos nossa noite de amor. Ele super gentil e romântico. Logo na primeira tentativa para penetrar, entrou tudinho! Não acreditei!!! Fiquei de 10 a 20 minutos com pênis dentro de mim. O MEU DIA CHEGOU E JUNTO A ELE O SONHO DE UM DIA SER MÃE, MULHER, ESPOSA E FELIZ FORMANDO MINHA FAMÍLIA.”


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

“Foram oito anos sofrendo com o vaginismo: Agora, faço sexo normalmente depois de três sessões de fisioterapia”


Olá meninas... Trago hoje um depoimento muito especial!/!!

Essa paciente sofreu por 8 anos, sem saber  qual era o problema. E graças a um bom médico ginecologista, finalmente ela foi diagnosticada corretamente e assim pode procurar pelo tratamento de fisioterapia uroginecológica. A paciente ainda não teve alta, mas eu achei tão surpreendente os resultados que já conquistamos em pouquíssimo tempo, que já pedi que ela enviasse logo, um primeiro depoimento. 

Acreditem na fisioterapia pélvica!!! O vaginismo pode ser curado em 100% dos casos!!! É claro que cada caso tem um tempo diferente, algumas vezes 10 sessões são suficientes e em outros casos demoramos um pouquinho mais.


Segue depoimento:


Foram oito anos sofrendo com o vaginismo: "Agora, faço sexo normalmente depois de três sessões de fisioterapia"

                    " Sempre escutei das minhas colegas de escola na adolescência o quanto era dolorido perder a virgindade. Tive minha primeira vez aos 18 anos com muita dor e dificuldade. Sem ter o menor jeito comigo, ele era 21 anos mais velho e logo me deixou. Eu tinha caído no conto do príncipe encantado. Mas sabia que havia algo errado comigo, não sei. Talvez tivesse ficado marcado na minha mente o que as meninas diziam relativo a sangue e dor.  
                     Eu tinha um medo terrível de fazer o toque ginecológico e o preventivo, como até hoje. Mas isso faz parte do meu segundo trauma. Alguns anos depois, fui a uma ginecologista renomada. Apesar disso, ela nem me deu tempo de explicar o que acontecia comigo, foi me encurralando pra fazer o exame, dizendo: “você já não teve relação? Então”. Até que foi enfiando o dedo contra a minha vontade pra fazer o toque. Eu sentia uma dor imensa e o coração disparado. Como a vagina foi se fechando, ela não conseguiu continuar e falou de forma extremamente ignorante: “Ah, você tá muito nervosa. Eu hein. É melhor voltar outro dia, quando estiver mais calma”. Depois disso, saí pela rua chorando e liguei pra minha mãe, explicando o que aconteceu. Mas ela também não entendia.    
                     Comecei a pesquisar na internet sobre o vaginismo. Eu já devia ter por volta de 24 anos. Li algumas coisas e me identifiquei com o problema. Decidi comentar com a minha irmã, mais velha. Ela nem se dispôs a escutar o que eu tinha pra falar, disse: “O piru não entrou? Você não tem nada disso”. Bom, então com quem mais eu poderia conversar? Fiquei com vergonha de mim e não tive coragem de comentar com mais alguém.
                     Até que agora, com 27 anos, eu estava trabalhando em um hospital federal, e tive um inchaço na entrada da vagina. Procurei uma opinião lá mesmo e conheci quem ia mudar a minha vida, dr. André Luís. Ele veio me examinar e eu disse que sentia dor por causa da endometriose, pois tenho a doença. Quando ele tentou fazer o toque e não conseguiu, disse: “Isso que você tem é vaginismo. Não está relacionado com a endometriose”. Ele disse o meu problema sem que eu precisasse dizer o que sentia.
                     Foi um imenso alívio. Apesar disso, eu estava conhecendo uma pessoa, ele era médico psiquiatra. E eu estava decidida que ia tentar novamente. Ouvia dizer de algumas pessoas que usando bebida alcóolica iria ficar relaxada. Senti a esperança de que tudo poderia acontecer naturalmente. Porém, por mais que eu estivesse relaxada, o pênis não entrou. Sabe qual a atitude dele? Além de ter ficado nervoso, disse que eu era fresca, fria, não sabia dar e já estava com vontade de vomitar.
                     Me senti horrível. Corri de volta pro dr. André, contei a ele sobre o ocorrido e perguntei o que eu deveria fazer pra me curar do vaginismo. Fiquei revoltada, achando que fazia parte de uma minoria. Mas também comecei a pesquisar, ler depoimentos e encontrei o blog da dra. Fernanda e um grupo no Facebook. Marquei uma avaliação com ela pra fazer a fisioterapia pélvica. Não estava sozinha, existem centenas de mulheres com o problema.
                     Um dia depois da consulta, fui ao dr. André e tomei a coragem de fazer o exame de toque. Com toda a paciência, calma, carinho e cuidado, ele conseguiu inserir os dois dedos, tocar o meu útero e até colocar o espéculo, foi o momento que eu pedi pra parar. Mas pra quem não conseguia colocar nada, foi um grande avanço. Não senti dor. E nem tinha dado início as sessões de fisioterapia.
                     Então, comecei o tratamento com a dra. Fernanda. Ela passa confiança e tem paciência, além de saber lidar com a paciente de um jeito especial. Eu achava que o meu caso era muito sério. Mas durante as sessões, nós conversávamos e passei a ter a consciência de que existiam mulheres em situação pior. Ela me incentivou a fazer os exercícios com os dilatadores todos os dias, em casa. Quando sozinha consegui colocar o dilatador 1, ri espontaneamente, de felicidade. Foi assim que prossegui.
                     Eu ainda me sentia chateada com o que estava acontecendo comigo, também me achava menos mulher. Mas nas consultas com o dr. André, ele me apoiava, dizia que eu não tinha motivo pra me sentir mal e me encorajava. É alguém que eu posso falar sobre tudo... Ele tem um astral muito diferente, me deixa calma.
                     Eu tinha decidido que não ia conhecer outra pessoa até me curar do vaginismo. Mas com a autoestima que o dr. André despertou em mim, me coloquei disposta e conheci um cara, que hoje é meu namorado. Finalmente, depois de três sessões, exercícios feitos diariamente e muito bate-papo com o meu ginecologista (que também me serviu como psicólogo, até melhor), eu consegui ter a minha primeira relação completa. Quando eu vi que tinha entrado tudo, chorei automaticamente, feito uma menina de 15 anos. Fui muito bem tratada, ele teve paciência, carinho e respeito.
                     Dra. Fernanda é fundamental no meu processo de cura, pois apesar de ter relações normalmente, vou continuar as sessões até não sentir sequer uma ardência. Mas se não fosse dr. André com todas as conversas, paciência, atenção e cuidado, eu não teria tido um avanço tão rápido.
                     Foram oito anos sofrendo com o vaginismo. Mas me serviu de aprendizado, eu sinto que precisava passar por isso pra tirar lição. O meu recado pras mulheres que sofrem disso é: Jamais deixe alguém te maltratar, pois o que você tem não é a pior coisa do mundo e existe cura. O vaginismo pode te tornar uma pessoa melhor, mas quem maltrata é um ser humano horrível. Sendo assim, só podemos lamentar por aqueles que não são capazes de evoluir."

terça-feira, 18 de novembro de 2014

"Eu achava que o meu caso era mais grave que o das outras vagínicas e não acreditava mais na cura"

Olá Meninas

Eu estava terminando uns slides para a palestra de logo mais (na jornada carioca de urologia), onde irei mais uma vez falar sobre a atuação da fisioterapia no vaginismo, quando o meu telefone toca e avisa de um novo email na caixa de entrada...

Li um e-mail super emocionante e acredito que seja inspirador para todas vocês!!!

Agradeço a minha querida paciente que teve alta há poucos dias e tão logo já me enviou a sua colaboração para o blog. Obrigada querida! Te desejo toda felicidade do mundo!






"Nunca pensei que estaria escrevendo um depoimento para o blog na qual foi o meu início. Como a maioria das mulheres vagínicas, achava que ninguém me entendia, que o meu caso era mais grave que o das outras, que não seria assim tão tranquilo nem tão rápido (apenas 10 sessões). Na verdade, nem acreditava mais em cura para mim.Tenho 21 anos e tive minha primeira relação sexual com muita dor e ardência. Depois de 1 ano e meio, após algumas outras tentativas sem sucesso, eu estava cada vez mais frustrada, triste e perdida. Não entrava nada: nem absorvente interno, nem cotonete, nem vento! Minhas amigas diziam que isso ia passar, minha mãe me recriminava e os médicos diziam que era apenas uma questão de relaxar. A cada pessoa bacana que eu conhecia, tinha que explicar que talvez eu não conseguiria transar, e isso era um constrangimento muito doloroso. Uma vez, ouvi coisas tão horríveis por não ter conseguido penetração, que prometi a mim mesma não tentar nunca mais. Me sentia menos feminina, menos mulher, "deficiente sexual". Em junho, conheci o meu namorado em uma viagem de faculdade. Apesar de ter me apaixonado a primeira vista e hoje, saber que ele é o homem da minha vida, fugi de um envolvimento sexual o quanto pude, até que tomei coragem e expus minha situação. Ele me aceitou... e eu decidi que o meu problema não podia continuar nem mais um dia, que eu merecia curtir um sexo completo e tranquilo. Foi aí que eu tive forças para voltar a uma ginecologista e me foi dado o diagnóstico: vaginismo. Mas ela falou com tanto descaso, que até parecia um diagnóstico de virose! Disse que eu só precisava relaxar, que tudo correria bem. Ainda no dia, fiz o exame preventivo e morri de dor.. quando consegui me recompor do sofrimento, pensei: CHEGA! Passei a pesquisar exaustivamente por matérias sobre vaginismo na internet, até achar o blog "Vaginismo e Fisioterapia", da dra. Fernanda Pacheco. Já na avaliação, tudo foi explicado detalhadamente por ela e ouvi a frase mágica: "100% das minhas pacientes alcançaram a cura". 
Ainda desconfiando que eu seria capaz - mas com muita força de vontade - prestei atenção em cada instrução da fisioterapia, cada resposta que meu corpo dava, e relatava tudo para a Fernanda. As sessões eram leves e descontraídas, nem parecia que eu estava com dilatadores "lá embaixo"! hahaha. Porém, com duas semanas de tratamento minha mãe faleceu, com quatro semanas meu namorado viajou para terminar o doutorado dele na Inglaterra e na nona semana, meu pai sofreu um infarte. Não deixei de treinar um só dia! Foi aí que eu percebi o quanto o vaginismo me bloqueava de mil maneiras e o quanto estava disposta a retomar minha auto estima. A recompensa veio ontem: recebi alta! Musculatura exatamente como deve ser!
Meu namorado foi fundamental nesse tempo. Longe ou perto, ele sempre estava interessado, comemorando a cada evolução do tamanho dos meus dilatadores e sempre fazia piadas saudáveis para aliviar minha tensão. Mas principalmente, agradeço a dra. Fernanda pela amizade, pela paciência, pelas dicas, ensinamentos, conversas, histórias. Por ter me incentivado durante esses 2 meses e 6 semanas a me tornar uma mulher segura, confiante, tranquila e conhecedora do meu corpo, e isso não tem preço. Espero que Deus lhe abençõe e lhe dê em dobro toda a alegria e entusiasmo que estou sentindo e tantas mulheres também sentem. Vagínicas, acreditem em si mesmas. Essa disfunção tem cura, dêem um presente à saúde de vocês! Beijos!"



domingo, 16 de novembro de 2014

"Porque tenho medo de fazer o exame ginecológico?"






Boa noite meninas!!!

Ontem recebi um e-mail com apenas uma pergunta bem simples... 
E como essa pergunta tem me sido feita de forma bem frequente, resolvi que ela vale um post aqui.

Confiram a pergunta e a minha resposta logo abaixo:





RESPOSTA:

"Olá querida!!! 


Vc não é a única! Nós todas crescemos escutando primeiro nossas mães falarem do tal exame ginecológico que é mto desconfortável, depois quando ficamos mocinhas as amigas que ficaram um pouco antes começam a fazer o terror sobre a primeira visita ao ginecologista... Então aí reforçamos a imagem de que vai doer e que é algo que remete a uma tortura.

Infelizmente toda mocinha visita o ginecologista cheia de medos e mitos... As vezes vezes temos a sorte de encontrar um médico que antes de partir para o exame, explica todo o precedimento e toda a anatomia. E quando isso acontece é maravilhoso, pq aí nós entendemos de verdade como o exame é feito e tiramos todo o nosso "pré conceito" . Aí quando deitamos na maca ginecológica estamos mais relaxadas, mais tranquila e o nosso músculo da vagina não se fecha. Dessa forma o médico conseguirá colher o matérial sem causar uma experiência traumática para a garota. 

Quando essa primeira experiência é traumática, ou seja , quando a menina deita já tensa na maca e o músculo da vagina se contrai.... No momento em que o médico tenta introduzir o espéculo ou o cotonete, ele irá encontrar uma barreira muscular... E se ele tentar forçar essa barreira, a menina irá sentir dor e nesse momento irá confirmar todos os seus medos e mitos sobre o exame ginecológico.E assim o vaginismo pode começar a se instalar!

Quando vc for a um médico, explique antes todo o seu medo e diga que vc voltará lá quantas vezes forem necessárias para tentar fazer o exame, mas que vc precisa estar relaxada para ele tentar colher o material. 

Talvez ele tente algumas vezes e ao verificar o seu músculo tenso, desista de colher o material aquele dia e te peça para voltar um outro dia e talvez peça tbm para vc ir visitar um sexólogo ou uma fisioterapeuta uroginecológica.

Quando entendemos nossa anatomia e como o procedimento do exame é realizado, ficamos mais tranquilas e mas relaxadas, possibilitando a coleta do material sem a mínima dor.

Obrigada pela sua pergunta! Eu realmente adorei! E gostaria da sua autorização para divulgar no blog (sem o seu nome claro!). Posso ?

Um abraço 
Dra Fernanda"







terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sofri por 6 anos! E me curei do vaginismo em 3 meses (10 sessões)!

Boa tarde meninas!

Essa paciente é muito querida! Foi muito dedicada com o tratamento e conseguiu alta em 10 sessões... Espero que a história dela possa inspirar vocês! 

beijo grande
Dra Fernanda Pacheco




"Olá meninas!  Resolvi dar o meu depoimento a respeito do vaginismo e assim talvez compartilhar alguns dos meus sentimentos vividos com vocês.   Meu drama com o vaginismo começou há alguns anos, quando ainda adolescente fui fazer um exame ginecológico pela primeira vez e senti uma dor insuportável, a maior dor que já havia sentido na minha vida! Mas a médica, como ocorre na maioria dos casos, ignorou a minha reação e disse apenas se tratar de um problema de nervosismo.  Em um outro momento,  tentei utilizar um absorvente interno, sem sucesso. Toda essa situação começou a me deixar bastante insegura no campo sexual, e sem me dar conta comecei a fugir de situações que pudessem me levar a uma relação sexual,  pois eu sabia que seria um desastre. Desde a primeira vez que fui à ginecologista que realizou o tal exame, passei por mais 5 médicos ginecologistas e todos vinham com o mesmo papo de nervosismo, exceto pela última médica que me mandou realizar uma ressonância magnética pois ela desconfiava de uma deformidade anatômica!  É lógico que o exame não detectou nada, e continuei sem maiores explicações sobre o que eu tinha. "Quando você transar passa", era essa a conclusão que ela havia chegado.  E nisso já haviam se passado 6 anos... um dia, conversando com minha psicóloga (estava fazendo análise para tentar lidar com toda essa situação) ouvi então o termo vaginismo pela primeira vez.  Compreendi finalmente do que se tratava e que eu me encaixava perfeitamente nessa situação!  Foi uma imensa sensação de alívio,  dali em diante comecei a pesquisar mais a fundo sobre p tema e acabei encontrando este blog! Imediatamente liguei pra Fernanda agendando uma consulta! No começo estava super receosa com o tratamento, como ia conseguir realiza-lo? Mas com o tempo comecei a realizar as sessões e a introduzir os dilatadores! Com muita dedicação a evolução foi rápida!  Hoje foi minha última sessão e eu tive alta!!! Gostaria de agradecer a Fernanda por todo o apoio e por ter levantado muito minha auto-estima. E de dizer a todas vocês que persistam no tratamento e que divulguem o vaginismo às amigas de vocês, às suas médicas ginecologistas, as familiares pois ainda é algo muito desconhecido pela sociedade,  imaginem quantas mulheres estão sofrendo neste momento pela falta de um diagnóstico? Desejo força e sucesso a cada uma das leitoras deste blog que sofrem deste problema, nunca imaginei que há 3 meses atrás estaria aqui escrevendo sobre ter acabado com essa disfunção sexual feminina na minha vida mas aqui estou! Um grande beijo a todas!!"