domingo, 13 de janeiro de 2019

Achei que tinha vaginismo e descobri a VULVODÍNIA!

Olá meninas!!! Aproveitando que hoje no FANTÁSTICO, duas de minhas EX- pacientes irão dar entrevista sobre o assunto  ... Vamos ler esse lindo depoimento de uma outra querida paciente. 

Nós avaliamos ela lá na UROFISIO, demos sequência no tratamento... Ela era atendida por mim e pela Dra Viviane Monteiro tbm.

Dra Viviane trabalhou conosco na Urofisio por 5anos. No ano passado o marido foi transferido para Goiânia e agora ela está com o consultório lá. (Parabéns amiga! Torço por vc!)

Contamos com 4 fisioterapeutas na Clínica Urofisio, todas são pós graduadas em fisioterapia pélvica e todas passaram pelo treinamento do meu curso de Disfunções Sexuais Femininas e são super experientes no tratamento da Vulvodínia e demais disfunções sexuais femininas.

Deixo vcs aqui com esse lindo depoimento de superação :




“Vulvodínia tem jeito sim!!!

Hoje acordei precisando contar minha história, para que possa inspirar outras mulheres que têm vulvodínia a irem atrás da sua melhora, porquê é possível sim a remissão dos sintomas! 

Tudo começou em 2013, 6 anos atrás, quando fui tentar ter minha primeira relação sexual com meu namorado, depois de quase 1 ano de namoro, e foi aí que veio a surpresa, uma dor acompanhada de ardência e queimação insuportável na entrada da vagina. Fiquei frustada, mas pensei que fosse normal que a primeira vez doeria mesmo e que eu era apenas fraca por não aguentar a dor. O tempo foi passando e fui tendo outras oportunidades para tentar ter penetração, e fui ficando cada vez mais frustada, pq não conseguia passar das preliminares... Os anos foram passando e eu continuava sem entender o porquê disso acontecer, me sentia uma ET pq toda mulher praticava o sexo normal e eu não conseguia, me sentia excluída. 

Até que em 2015, fui numa ginecologista que me passou encaminhamento para psicóloga pq contei pra ela que tinha um trauma do passado, pq fui molestada quando criança, então fiz o tratamento com a psicóloga por alguns meses, mas não evoluí nada fisicamente, continuava sem conseguir a penetração, mas me ajudou muito a superar o trauma do passado, isso não posso negar. Depois disso, a psicóloga saiu do consultório e eu acabei não me adaptando a substituta e parei a terapia. Mais alguns anos se passaram e nada da gente descobrir o que eu tinha, já tinha escutado a palavra vaginismo no consultório da psicóloga, mas ainda não tinha sido diagnosticada da forma correta. Fui em alguns ginecologistas que falava que era só eu usar o lubrificante, ou relaxar que uma hora iria acontecer, que tudo isso era normal. Até que depois de anos sofrendo, decidi que eu iria atrás do meu problema pra tentar solucionar, de qualquer jeito eu iria buscar ajuda para o que eu tinha. 

Foi aí que em novembro de 2017 eu encontrei o blog da Fernanda Pacheco e descobri que ela tinha uma clínica aqui no centro do RJ. Marquei uma avaliação e fui, meu namorado foi comigo pra me dar um apoio, e chegando lá contando toda a minha história e me examinando, a Fernanda me diagnosticou com vulvodínia e vaginismo, o que foi um choque pra mim, já que achava que só tinha o vaginismo, e a vulvodínia era um pouco mais difícil de tratar. Desde então, comecei o tratamento! Depois de ser avaliada pela dra Fernanda, comecei as sessões de fisioterapia com a Dra Vivi, (uma das fisioterapeutas da Urofisio) um amor de pessoa, super simpática e excelente profissional! Fiquei feliz, por encontrar pessoas dispostas a me ajudar. Depois que a dra Vivi se mudou, continuei o tratamento com a Dra Fernanda.
Depois de 2 meses de fisioterapia, já estava bem melhor comparado a antes de começar o tratamento, mas fui na ginecologista especialista pra ela me passar o medicamento e a pomada manipulada para que eu melhorasse por completo. Fazia os exercícios todos os dias em casa, confesso que as vezes dormia sem fazer de tão cansada que era a minha rotina rs (faculdade e estágio), mas quanto mais vezes a gente faz, mais rápido a gente fica boa.

Depois de 5 meses de fisioterapia e 3 de medicamentos tive minha primeira relação! Fiquei super feliz, chorei de emoção, pq finalmente eu tinha tido a minha primeira relação com meu namorado, sem ardência e sem dor. Usei a pomada manipulada antes pq ainda estava em tratamento, mas ocorreu tudo bem! De lá pra cá as coisas só foram melhorando, fui sentindo mais prazer e me soltando mais! Hoje eu não sinto mais dores durante as relações e sou muito feliz e serei eternamente grata pelas pessoas que passaram na minha vida durante o tratamento, as fisioterapeutas Viviane Monteiro e Fernanda Pacheco, as ginecologistas especialistas em dor vulvar, as meninas do grupo de apoio no WhatsApp que conheci e algumas se tornaram amiga pra vida toda! 

Depois disso tudo eu queria dizer pra quem tem a vulvodínia, que é possível uma melhora muito boa sim! Hoje me sinto 99% curada, só sinto um pouco mais sensível em épocas de muito estresse ou durante a menstruação, mas nada, NADA MESMO, comparado ao que era antes do tratamento! Fico muito feliz mesmo por ter chegado onde eu cheguei, e reconhecer que eu fui atrás da minha "cura" e a consquistei é bom demais. Não desistam de vocês jamais! Todo mundo tem o direito de ter uma vid

Um comentário:

Unknown disse...

Preciso de ajuda..